Nosso Projeto

Um governo mais inteligente — e mais seu

Um governo bom não depende de sorte ou de um super-herói no poder. Depende de método: ouvir quem vive o problema e usar dados pra não desperdiçar dinheiro público. Isso já funciona — no Brasil e no mundo. Veja como.

André Suzano

André Suzano

Um futuro brilhante para o Brasil

Como a gestão inteligente do país vai mudar e resolver problemas antigos que parecem impossíveis de serem superados.

Muita gente já cansou de esperar um super-herói consertar o Brasil sozinho. A boa notícia é que não precisa: basta um Estado que ouça a população, planeje com inteligência e use tecnologia pra ser mais rápido. É simples assim — e já resolveu, em outros lugares, exatamente os problemas que a gente vive aqui: falta de participação, cidades que não crescem, e um governo lento e caro. Veja três exemplos reais, dois lá fora e um brasileiro.

Saiba como a Liga Antifascista pode resolver o problema da nossa sociedade

Fórum do Orçamento Participativo, Porto Alegre
+17 miliniciativas parecidas em cidades do mundo todo
Exemplo 1 — Participação

O Brasil já inventou isso, em Porto Alegre

Em 1989, Porto Alegre teve uma ideia simples e corajosa: em vez de decidir sozinha onde investir o dinheiro público, a prefeitura passou a levar isso pra população decidir, bairro por bairro, todo ano. Chama-se Orçamento Participativo.

Deu tão certo que o mundo copiou: hoje existem mais de 17 mil experiências parecidas em cidades de todos os continentes, todas citando Porto Alegre como o ponto de partida.

E o resultado não é só simbólico. Um estudo mostrou que, nas cidades que mantiveram o programa, a fatia do orçamento dedicada a saúde e saneamento cresceu — e a mortalidade infantil caiu. Nas cidades que abandonaram o programa, aconteceu o contrário.

Foto: Ricardo Giusti/Agência Porto Alegre (uso livre, com atribuição). Fontes: ISTOÉ; estudo sobre 248 municípios brasileiros (2000–2012).

Shenzhen, China
Shenzhen, China — de vila de pescadores a polo tecnológico em 4 décadas.
Zona Franca de Manaus
Zona Franca de Manaus — o modelo brasileiro, funcionando desde 1967.
Exemplo 2 — Planejamento

Planejamento inteligente muda o destino de uma região

Em 1980, a China escolheu uma vila de pescadores chamada Shenzhen pra testar um modelo diferente: um plano nacional de longo prazo, mas com liberdade pra cada região explorar sua própria vocação econômica. Quatro décadas depois, Shenzhen tem mais de 17 milhões de habitantes e é um dos maiores polos de tecnologia do planeta.

O Brasil já tem sua própria versão disso, funcionando desde 1967: a Zona Franca de Manaus. Hoje ela sustenta mais de 130 mil empregos diretos e movimenta cerca de 2% do PIB nacional — prova de que planejamento estratégico, com execução local, também dá certo aqui.

Fotos: Simbaxu, CC BY-SA 4.0 (Shenzhen) e Ghimel.Tsade, CC BY-SA 3.0 (Manaus), via Wikimedia Commons. Fonte: dados oficiais da Suframa.

Centro de demonstração de governo digital da Estônia
100%dos serviços públicos já são digitais
Exemplo 3 — Tecnologia

Tecnologia que faz o Estado trabalhar mais rápido

A Estônia, um país pequeno que só virou independente em 1991, decidiu apostar tudo em governo digital. Levou cerca de 30 anos, mas hoje praticamente 100% dos serviços públicos do país são feitos online.

Coisas que levavam dias — registrar um filho, se casar, abrir uma empresa — agora levam segundos. O cidadão não perde tempo em fila, e o Estado gasta menos pra entregar o mesmo serviço.

Foto: Annika Haas/EU2017EE, CC BY 2.0, via Wikimedia Commons. Fonte: relatório sobre a transformação digital da Estônia (e-Estonia).

É esse método que queremos testar no Brasil

Juntando as três ideias — ouvir a população, planejar com inteligência e usar tecnologia pra ser mais eficiente — já começamos um piloto real: transformar uma comunidade da Baixada Fluminense em referência de autossustentabilidade, aproveitando um patrimônio ambiental que ela já tem. Se der certo em pequena escala, com resultado público e mensurável, o próximo passo é replicar em outras cidades do Brasil.

Conheça o projeto-piloto
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Como isso vira realidade no Congresso

Nenhum desses exemplos veio de um governante genial trabalhando sozinho — vieram de regras e incentivos bem desenhados, mantidos por muitos anos seguidos.

Como deputado federal, o poder de atuação é legislativo — propor, negociar e fiscalizar leis, não executar programas diretamente. Por isso, cada proposta abaixo é pensada como projeto de lei ou frente parlamentar concreta.
  • PL de incentivo federal ao Orçamento Participativo DigitalRepasse federal extra para municípios que adotarem orçamento participativo de forma digital e acessível, facilitando a replicação do modelo em cidades pequenas.
  • PL de Zonas de Vocação Econômica MunicipalMapeamento da vocação econômica de cada município (turismo, indústria, tecnologia, meio ambiente) para direcionar incentivo fiscal e crédito federal de forma estratégica — testado primeiro em projeto-piloto local antes de virar política nacional. Veja o piloto em andamento →
  • Frente parlamentar de modernização digital dos serviços públicosIntegração de sistemas entre União, estados e municípios para reduzir burocracia e tempo de espera do cidadão, inspirada em experiências como a da Estônia.

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