Não é um plano pronto de fora. É um modelo que nasce da escuta com quem já vive ali — pensado para não precisar de ajuda externa pra se desenvolver.
"Eu sou filho de um pescador da Praia de Mauá. Aprendi a pescar com meu pai desde os 11 anos — foi assim que eu me formei."
Fiz o primário na Escola João Experidião dos Santos, em São Francisco, e o ginásio e o segundo grau na Escola Estadual Mauá — os primeiros passos de uma trajetória da qual me orgulho muito. Na juventude, tocava numa banda de rock que se apresentava por ali.
Aos 22 anos, me mudei para o Rio de Janeiro e fui morar de favor em Copacabana. Depois me casei e estruturei minha família, trabalhando em várias emissoras de televisão — incluindo TV Globo e TV Brasil — e tive a oportunidade de trabalhar com o MV Bill, com quem aprendi muito.
Ao longo da trajetória, comecei a faculdade de Produção Audiovisual (não cheguei a terminar), fiz um MBA em Gestão Estratégica pela Ferrary & Dávila, e hoje sou estudante de Filosofia. Escrevi o livro "Do Poço ao Pico — As técnicas que fazem startups conquistarem o mundo inteiro" e me tornei palestrante sobre gestão inovadora.
Sou filho da Praia de Mauá, e é por isso que quero ajudar a melhorar esse lugar.
A Praia de Mauá foi, historicamente, uma cidade à beira-mar que se estruturou pela pesca artesanal — a pesca sustentava a vida ali. Essa base foi se perdendo com o tempo, seja por especulação, poluição, concorrência com a pesca industrial, seja pelo êxodo dos mais jovens.
No vácuo que isso deixou, chegaram famílias fugindo da violência das periferias do Rio de Janeiro — não por acaso, mas porque ali é um lugar barato e com pouca presença do Estado. E onde não há trabalho, infraestrutura nem serviço público, a dinâmica que essas famílias tentaram deixar para trás tende a se reproduzir.
Isso muda o enquadramento do problema. Não se trata de "modernizar a cidade" nem de "resolver a violência" isoladamente — é sobre restabelecer as duas pernas que sustentam qualquer comunidade saudável: uma base econômica própria e uma infraestrutura mínima de Estado.
Tecnologia, design, educação e ciência entram como ferramentas para reconstruir essas duas pernas — não como enfeite.
Captação e tratamento de água descentralizados, saneamento com estações compactas, energia solar, calçamento e iluminação pública — soluções que a própria comunidade consegue manter, sem depender de manutenção externa cara.
A comunidade desenha o espaço público junto com a equipe — não recebe um projeto pronto de fora. A identidade dessa cidade estruturada pela pesca artesanal é valorizada como patrimônio, e o turismo de base comunitária vira uma segunda fonte de renda.
Escola técnica voltada para pesca sustentável, manejo costeiro, turismo e ofícios digitais — um caminho econômico real para famílias recém-chegadas e pescadores locais.
Parceria com núcleos de oceanografia e estudos costeiros da UERJ, UFRJ e UFF para monitorar o ecossistema marinho e apoiar a retomada da pesca de forma sustentável, com dados que sustentam o projeto tecnicamente.
Quando a própria comunidade é contratada — com salário de verdade — para construir a própria infraestrutura, a violência cai. Isso não é intuição, é evidência:
em prisões por crime violento entre jovens participantes do programa de emprego jovem "One Summer Jobs", em Chicago
em homicídios nos territórios atendidos pelo Fica Vivo, em Minas Gerais — programa que combina renda e presença do Estado
impacto negativo robusto do Bolsa Família sobre a criminalidade urbana, segundo estudo publicado na Economics of Education Review
Melhorar drasticamente a infraestrutura de uma praia bonita e historicamente pobre é exatamente a receita que atrai especulação imobiliária — e pode expulsar quem já mora ali, os próprios pescadores que o projeto quer fortalecer. Por isso, esse plano já nasce com um mecanismo de proteção fundiária (zoneamento especial ou cooperativa de posse coletiva), inspirado no que já funcionou na Prainha do Canto Verde, no Ceará — outra vila de pescadores que enfrentou o mesmo risco e se protegeu virando Reserva Extrativista (RESEX).
Um deputado federal recebe verba para aplicar em projetos através de indicação de emendas parlamentares. O compromisso aqui é claro: destinar essa verba para a Praia de Mauá, em parceria com o governo atual — trazendo recurso real para a região.
Mas o mandato não vai executar esse projeto sozinho, e essa distinção importa: o papel é trazer verba, contatos e apoio institucional, mantendo a comunidade como protagonista do próprio desenho. É isso que dá legitimidade ao projeto — e evita que pareça algo imposto de cima.
Verba de mandato federal, direcionada especificamente à Praia de Mauá, negociada em conjunto com o governo em exercício — não como promessa de campanha solta, mas como mecanismo orçamentário real já disponível a um deputado federal em atividade.
Começa com a comunidade, antes mesmo da chegada ao Congresso — ouvindo quem já vive ali sobre o que realmente precisa mudar.
Uso do mandato para negociar emendas parlamentares e parcerias institucionais com o governo atual.
Água, saneamento, energia — as primeiras entregas concretas e visíveis para a comunidade.
Os demais eixos entram junto, não depois — reforçando a base econômica enquanto a infraestrutura avança.
Métricas, protocolo, o que funcionou e o que não funcionou — para virar um modelo aplicável a outras cidades costeiras e periferias do Brasil.
A Praia de Mauá já prova, na prática, que essa vocação existe — como o Grupo Zé Mussum, escola cultural que forma gratuitamente mais de 1.200 alunos ali desde 1988. O papel do mandato é fortalecer o que a comunidade já construiu, não substituir por algo de fora.
Entre para a lista e acompanhe de perto o desenvolvimento desse projeto — e de outras iniciativas de território da campanha.
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